Mutação do coronavírus traz riscos à eficácia da vacinação no Brasil
- Observium UFRJ
- 9 de mar. de 2021
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Em uma época em que se espera ansiosamente pela vacinação contra a Covid-19, uma preocupação vem à tona: a variante encontrada no Amazonas (P.1) se espalhou em um país com altos índices de transmissão e mortalidade. Segundo o virologista Julian Tang, da Universidade de Leicester (Reino Unido), pessoas recém-vacinadas que entram em contato com variantes como a P.1 estão propícias a gerar mutações capazes de escapar da ação do imunizante.
‘’Se você é vacinado numa segunda-feira, você não está imediatamente protegido. Leva algumas semanas para os anticorpos da vacina aparecerem e você ainda pode se infectar pelo vírus original ou pela variante P.1. Se esses anticorpos da vacina surgem enquanto a infecção está ocorrendo e replicando no seu corpo, o vírus pode se replicar de maneira a evadir o anticorpo que está sendo produzido. As mutações mais benéficas ao vírus sobrevivem e se replicam, num movimento de seleção natural’’, disse Tang em entrevista à BBC News Brasil.
Estudos preliminares apontaram redução da eficácia da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a variante encontrada na África do Sul (B.1.351). Já uma fonte ouvida pela Reuters diz que dados preliminares de um estudo em andamento no Brasil apontaram que a CoronaVac é eficaz contra a variante encontrada em Manaus.
Com isso, o cenário brasileiro gera muita preocupação, pois aliado ao perfil de maior transmissibilidade de variantes como a P.1, está a ineficácia de medidas de controle da propagação e circulação do vírus no país. Especialistas alertam que há o risco de a P.1 substituir o vírus original e se tornar prevalente no Brasil.
Fontes:
https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-brazil-sinovac-bio-idUSKBN2B023U
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