Automedicação com ivermectina não é recomendada
- Observium UFRJ
- 13 de mai. de 2020
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Pesquisadores de uma universidade australiana descobriram que o medicamento ivermectina, utilizado no tratamento de alguns parasitas, foi capaz de inibir o crescimento do vírus SARS-CoV-2 na cultura de células em laboratório. Entretanto, os pesquisadores alertam que não há comprovação da eficácia do medicamento em humanos no tratamento da COVID-19, e que seu uso através da automedicação não é recomendado. A ivermectina é um medicamento vendido em farmácias e drogarias para uso em humanos e em veterinárias para uso em animais. As formulações de uso humano e as veterinárias são diferentes. Após o anúncio da ação invitro da ivermectina contra o novo coronavírus, a visibilidade do medicamento pela população aumentou. Frente a isso, a autoridade regulatória dos Estados Unidos, Food & Drug Administration (FDA), emitiu um alerta referente ao risco do uso em humanos da ivermectina de uso animal. Segundo a agência, esses medicamentos possuem sua segurança e eficácia avaliadas para os animais aos quais são destinados e podem causar sérios danos em humanos. Em outubro do ano passado, antes do surto da COVID-19 no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também havia comunicado quanto aos riscos do uso humano da ivermectina indicada para animais, após tomar ciência do contrabando desse medicamento para o Brasil para uso irregular. A Anvisa afirmou que a concentração do princípio ativo para uso humano difere do medicamento veterinário, e que não há comprovação da segurança do seu uso.
Fontes: https://bit.ly/2WonF1z https://bit.ly/2LhX0gv https://bit.ly/3boAxZV